Questões sobre os milagres.
Li o segundo livro de Voltaire da minha vida, “Questões sobre os milagres”; o primeiro que li foi, obviamente, “Cândido”.
Nesse livro, em especial, senti o mesmo humor ácido de Voltaire pratica em seu romance. Ri muitas vezes de muitas passagens, de como apresenta, satiriza e transforma tudo em motivo de escárnio. Simplesmente consegue constranger qualquer um, aproveitando-se de erros pequenos, transformando-os em verdadeiras catástrofes vergonhosas hiperbólicas.
Bem, nesse caso ele engendra muitas questões bíblicas, ou seja, pega passagens bíblicas e tenta encontrar alguma contradição ao tentar transportar (tal passagem) em uma análise “científica”. O que é completamente compreensível para um ateísta. Muitos dos questionamentos (sejam eles sobre passagens do antigo ou do novo testamento) são interpretadas por ele (i.e., Voltaire) de forma literal e nunca de forma poética (ee.gg. Genesis e Provérbios), dessa forma, consegue encontrar contradições seguindo a sua única e restrita visão ateísta de interpretar.
Obviamente que de bobo Voltaire não possui nada e quase todas as suas argumentações possuem bases firmes, i.e., nada quiméricas.
Gostei do livro e tenho mais dois livros dele esperando para serem lidos aqui; estes que, porém, precisarão aguardar um pouco mais. HIHI. (:
