Vidas secas.
É, próximo livro deveria ser curto mesmo e foi exatamente um com essa característica que escolhi: “Vidas secas” de Graciliano Ramos. Sim! Um dos livros de leitura obrigatória para a FUVEST! Decidi ler esse livro hoje e terminei de lê-lo hoje (também). Bem curto, pode ter certeza disso.
Apesar de o romance ser breve, enfrentei uma dificuldade semelhante que tive ao ler “Iracema” – de José de Alencar –, ou seja, palavrinhas que não estou acostumado (e acredito que vocês também) encontrar no dia a dia. Eis um trecho que existe muitas palavrinhas estranhas a meu ver.
Verbos estanhos:
Bebeu ainda uma vez e empertigou-se, olhou as pessoas desafiando-as. Estava resolvido a fazer uma asneira. Se topasse o soldado amarelo, esbodegava-se com ele. Andou entre as barracas, emproado, atirando coices no chão, insensível às esfoladuras dos pés. Queria era desgraçar-se, dar um pano de amostra àquele safado. Não ligava importância à mulher e aos filhos, que o seguiam.
Substantivos estranhos:
Fabiano meteu-se na vereda que ia desembocar na lagoa seca, torrada, coberta de catingueiras e capões de mato. Ia pesado, o aió cheio a tiracolo, muitos látegos e chocalhos pendurados num braço. O facão batia nos tocos.
Inevitável era o malabarismo que eu realizava ao encontrar uma nova palavra, isso atrasava muito a leitura. O pior não era o esforço ao procurar a palavra, mas quando o significado da palavra era uma planta. Quando isso ocorria, eu era obrigado a procurar na internet (i.e. Google) e ver uma foto da planta (tamanha era a minha curiosidade). Isso sim atrasou a minha leitura. Hihihi.
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Gostaria de destacar o capítulo “O Soldado Amarelo”. Particularmente achei MUITO engraço. Sem mais.
Não tirei analogias ou alusões bizarras do livro (e.g. A cachorra Baleia ser uma representação da sociedade reprimida que possuem sonhos restritos e presa em algum mundo quimérico), simplesmente li o livro sem se preocupar. Mas puder ser facilmente transportado à realidade restrita/animalesca do personagem Fabiano. Adorei.
Bom, bom. Festa é festa.
