Vai misturar tudo mesmo.
Toda refeição com os amigos (ou familiares) é uma oportunidade para conhecer melhor um ao outro. Talvez isso não seja tão verdade, visto que podem apenas ocorrer conversas levianas e superficiais; de qualquer maneira, ainda possui o seu valor social. Afinal, uma boa refeição e uma boa conversa é uma combinação ótima para gerar um prazer para todos os participantes de tal evento gastronômico.
Bem, mas não é sobre as refeições que desejo discutir e apresentar as minhas idéias. Seguinte, acredito que boa parte dos seres humanos (civilizados e viventes em nosso planeta) já ouviu (ou já falou) a seguinte frase: “Mas vai misturar tudo no final mesmo”, no meio de uma refeição com os amigos; certo? O motivo dessa afirmação é simples (para aqueles que ainda não entenderam).
Todos aqueles que crêem piamente e unicamente no pensamento utilitarista, não vê a utilidade dos ornamentos no alimento, como o prato é apresentado, a ordem que é servido ou como ele é servido. Simplesmente pelo fato de tudo ir fatidicamente para o estômago e virar uma maçaroca. Então, descartam a ordem de como você se alimenta ou organiza o seu prato. O olhar desdenhoso surge rapidamente para aqueles que comem com cautela e apreciam o alimento, ou quando o restaurante aparenta ser chique. (Aliás, já ouvi casos críticos que nem pensam em gastar muito para se alimentar, pois no final tudo irá virar fezes.)
Pois bem, esses dias ouvi exatamente essa afirmação. Estávamos em um restaurante chique e obviamente que não vinha nos pratos uma quantidade exorbitante de comida (afinal, pagaríamos pela qualidade e não pela quantidade). Porém um de meus ao ver aquela quantidade ínfima iniciou a sua crítica-protesto. Disse que em outros lugares (e.g. McDonald’s) conseguiria uma quantidade maior por um preço menor. Não contra argumentei a crítica e escutei passivamente. Tudo mudou quando eu afirmei que não havia pedido a sobremesa juntamente com o prato principal pelo medo da sobremesa ser entregue antes. Exato, você pode adivinhar qual foi a citação dele: “mas vai misturar tudo no seu estômago mesmo”.
Obviamente que isso é verdade, todavia, a meu ver, esse é um pensamento simplista e leviano. Caso eu comesse a sobremesa antes do prato principal, poderia prejudicar o meu paladar (assim como o meu estado emocional entre outras milhões de variáveis) ao devorar o prato principal. Questionei-o perguntando se não era importante o nosso paladar ao comer, pois comer é sim um dos maiores prazeres que o homem pode lograr aqui na terra. Obviamente que é importante, visto que caso não fosse tão importante assim, todos comeríamos ração com todas as vitaminas necessárias para a sobrevivência; contudo, não é assim que funciona.
Quando vou para um restaurante caro, não fico atado apenas a refeição em si – qualidade e quantidade – apesar de ser aparentemente o mais importante, mas existem outros critérios a serem avaliados quando vemos a conta. Algumas delas são: ambiente, serviços (manobrista), disposição de lugares, variedades de prato, horário de funcionamento, formas de pagamento, localização e etc. Tudo isso vai para a conta também, não obstante, muitos não colocam esses outros critérios no valor.
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Não só essa frase é insensata, como também já ouvi reclamações do preço do refrigerante/pipoca em cinemas. Acham um absurdo aquele preço (que costuma ser mais salgado que a pipoca), porém exageram ao comparar o preço do refrigerante de lá com o do supermercado. Quando ouço alguém dizer: “Sabe quanto custa a Coca-cola no Carrefour?”, tenho uma súbita vontade de dizer: “Sério? Puxa! Vai lá, compra e traz para a gente”. Com essa afirmação eu poderia demonstrar que existem outros fatores que deixam o refrigerante mais caro naquele local. Porém, normalmente contento em não dizer absolutamente nada. Afinal, não quero parecer chato e muito menos sou professor/pai de alguém para ensinar algo. ;p
“Uau! O que colocam nesse refrigerante? Ouro?”. Preciso comentar? ;p
