O bem e o mal.
De chofre, ontem tive uma vontade impreterível de comer um novo hambúrguer do Fifities. É um hambúrguer que possui uma fatia de abacaxi ao centro e um molho doce de passas (ou algo próximo disso). Alimentado pela minha ansiedade da possível sensação gostosa que eu poderia sentir ao saborear o novo hambúrguer, consegui visualizar devorando o mesmo ao restaurante. Porém, em um átimo, já chegou a minha mente à imagem de autista que eu transmitiria (de maneira tácita) todos que possivelmente gravitariam a minha volta, ao saborear o mesmo, sozinho. Em suma, convidei uma pessoa para ir comigo e essa mesma aceitou sem pestanejar. Fomos! e pude, finalmente, realizar minhas ansiedades e meus desejos de um pseudo grávido.
Essa linda introdução não possui ligação alguma com o que desejo falar (ou seria, digitar) para vocês, meus queridíssimos leitores, não obstante, adoro florir meus posts. HIHI.
Bem, o episódio aconteceu no restaurante. A pessoa que me acompanhava assistia a TV – que deixam nos restaurantes (caso a conversa acabe ou exista algum jogo de futebol) –; naquele instante, passava um programa que mostrava o procedimento que os correios faziam com as cartas destinadas para o Papai Noel. Ela comentou: “Acho legal essa iniciativa dos Correios”. Súbito, eis que surge uma luz em minha mente: “Consegui um exemplo simples, conquanto, perfeito para uma idéia que sempre quis ilustrar para as pessoas”. Qual a idéia que sempre quis ilustrar para as pessoas – você pergunta –; já respondo.
Antigamente – beeeeem antigamente, no período da era Mesozóica – eu possuía a crença que a consciência da moralidade é diretamente proporcional a sua benevolência. Em suma, quanto mais você sabia o que é certo ou errado, menos erro cometeria. Porém, obviamente que a coisa não funciona desse jeito e, na realidade, quanto maior conhecimento você tiver em relação à moralidade, maior possibilidade poderá ter de cometer delitos, infringir a lei, ludibriar os outros e tentar justificar suas imoralidades. Porém, por mais óbvio que isso possa ser (quiçá, faça parte do senso comum/cultura popular), na prática não é isso que acontece. Caso fosse real (essa proporcionalidade entre consciência moral da benevolência), os advogados, os pastores e toda essa turma, seriam santos. Involutariamente ligamos essa proporcionalidade quimérica a nossa realidade. Por esse motivo muitas pessoas ficam escandalizadas quando os pastores cometem algum delito simplório, quase sempre existe um alarde. Bem como, por esse motivo, damos bronca nas crianças com o motivo delas pararem de cometer o delito (ou seja, tomarem consciência que fazem algo errado) e não tanto pelo medo e a repreensão futura que possam sofrer.
Voltemos ao assunto das crianças e suas pobres cartas. Acredito que essa seja a base que incitam as pessoas a acreditarem que crianças são puras e inocentes, quando comparados a um adulto. Quem teria dó de uma carta perdida de um adulto que pede algo para o Papai Noel? Ninguém. Todavia, se o remetente for uma criança, a história muda completamente. Qual a diferença dos dois, caso a índole não seja direcionada pela consciência moral? Nenhuma a meu ver.
Resumindo, caso a pessoa possua mais ou menos conhecimento em relação à moralidade (social que ele convive em seu meio), nada diz a respeito de sua moralidade ou sua índole. Vê só, Adão e Eva comeram da árvore do conhecimento e tiveram consciência do bem e do mal. Isso foi bom? Tornaram-se pessoas melhores? Sinceramente, talvez a maior influência quanto a nossa moralidade venha de nossa natureza, de nosso interior, bem escondido e bruto; sua natureza. ;p
Ok, fui empolado. ): HIHI. Quem sabe algum dia eu escreva melhor essa idéia.
Aliás, aquele hambúrguer novo do Fifities não é muito bom; senti como se estivesse comendo uma torta de maçã (aquela do McDonalds). HAHA.
