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Denis Lee.
27 anos. Bacharel em Ciência da Computação.

"Nunca encontrei uma pessoa tão ignorante que não pudesse ter aprendido algo com sua ignorância."
— Galileu Galilei (1564-1642)

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Dinheiro não traz a felicidade.

Tive uma idéia que, provavelmente, não deve ser novidade para ninguém. A idéia é bem simples, não obstante, tirei reflexões interessantes para serem compartilhadas.

Pensei naquela famosa citação: “Dinheiro não traz a felicidade”. (Que eu acredito que seja verdade.) Porém, existem respostas para essa afirmação, por exemplo: “mas manda buscar” ou “mas dá uma ajuda” entre outras variadas replicas engraçadinhas. A citação inicial é real, mas muitas pessoas não parecem acreditar nela. Uma pergunta que posso fazer para toda e qualquer pessoa é: “por que você trabalha?”, afinal, se determinada pessoa acreditasse piamente na afirmação que a pecúnia não conduz e nem oferece esse sentimento de felicidade – que muitos buscam –, por que essa pessoa trabalharia se (em poucas palavras) o trabalho produz apenas dinheiro?

Definitivamente o dinheiro não está associado com a felicidade e com um exemplo simples posso demonstrar o desvinculo desse sentimento que todos procuram. Caso existisse uma conexão forte entre dinheiro e felicidade, matematicamente podemos pensar em uma simples equação: “quanto mais dinheiro tenho, mais feliz eu sou”, sim, diretamente proporcional. Todavia, na prática isso não acontece. Veja, se isso fosse verdade pessoas podres de ricas não conseguiriam nem andar devido ao frenesi de felicidade que poderiam sofrer (até pude imaginar uma pessoa sorrindo sempre e sem a opção de ficar triste ou normal, como se estivesse sob efeito de drogas. Hihihi), enquanto as pessoas pobres deveriam paralisar pela profunda tristeza que abala seus corações. É isso que acontece? Todos sabem que não. Então, afinal, por que temos tanta mania de associar dinheiro com felicidade? Eu tenho uma explicação simples para isso.

Dinheiro, na realidade, traz felicidade, mas de maneira temporária e passageira. Acontece que existem duas coisas que aparentemente geram a sensação de felicidade ao ser humano: vontade e realização. Quando juntamos a nossa vontade com a realização, é gerada a felicidade. (E.g., você possui um grande desejo de urinar, mas naquele instante não pode realizar-lo; aguarda um pouco até que surge uma oportunidade; você urina; pronto!, sente um prazer enorme e uma grande felicidade.) Vontades e desejos todos os seres humanos possuem e sempre irão possuir, acontece que nem tudo que queremos podemos realizar ou alcançar. Estranhamente o dinheiro não parece entrar na fórmula da felicidade (uma vez que possuímos apenas esses dois sentimentos em jogo), certo? Pode entrar, mas não como fator essencial, em suma, pode fazer tanto uma influência positiva, negativa ou de ambas.

A parte positiva do dinheiro em relação à felicidade é o fato que ele nos dá o poder de realizar as nossas vontades e desejos, dessa forma o papel do dinheiro é como um catalisador rumo à felicidade. Já a parte negativa é que com a posse dele, poderá aumentar visivelmente o desejo de mais coisas, ou seja, aumentar nossas vontades e desejos; o que não é uma coisa muito boa. Ora essa, a parte negativa poderíamos solucionar com mais dinheiro! Então talvez esse motivo explique do desejo exacerbado das pessoas desejarem ganhar tanto dinheiro assim. A imagem de pessoas com poder social e aquisitivo, de poder saciar muitos de seus desejos e finalmente ter alcançado uma vida de prazeres intermináveis. Oh, eu discordo que isso seja uma verdade, apesar de pessoas possuírem essa visão e o desejo de alcançar essa realidade quimérica.

Existe uma maneira de alcançar a felicidade eterna com a ajuda do dinheiro, caso você fosse Papai Noel. (Diz à lenda que Papai Noel possui dinheiro infinito, pois só esse fato poderia explicar a quantidade de presentes que ele dá todo ano.) Exato, apenas com dinheiro infinito é possível lograr uma vida de prazeres intermináveis, porém, o dinheiro sempre acaba (ao contrário de seus desejos). Portanto, com dinheiro ou sem dinheiro, você continuará possuindo desejos. Aquela visão que as pessoas possuem de pessoas ricas é quimérica, pois iludem com a realização de todos os seus desejos. De fato, podem realizar todos os seus desejos presentes caso possuírem aquela quantidade de dinheiro da vida que eles sonham, porém quando alcançar a realização dos mesmos terá mais outros desejos, colocando eles na posição inicial. Entendeste o temporário agora? (:

Poxa, então como podemos ser felizes? Ainda é possível isso? Sim! Quem controla nossas ansiedades, desejos, vontades somos nós mesmos. Não existe problema em desejar uma casa gigante, muitos carros e um helicóptero, acontece que tudo isso exige um preço: tempo de sua vida, seu esforço, seu trabalho e muitas outras coisas. É isso que você paga para conseguir dinheiro, e esse que por sua vez é transformado na satisfação de seus desejos pessoais. Portanto, acredito que o segredo esteja em saber equilibrar o seu esforço (i.e., o preço que você paga) com a satisfação de seus desejos e assim conseguindo alcançar a felicidade. Para alcançar esse equilíbrio, o segredo está em conhecer os seus desejos, separar aqueles que são benéficos a você e aqueles que não são; verificar as suas necessidades e das futilidades. Equilibrar tudo isso, eu chamo de sabedoria.

Cada pessoa é diferente, cada pessoa possui vontades diferentes e níveis de satisfação diferente. Por esse motivo, não poderemos enquadrar todas as pessoas a se tornarem Bill Gates (até mesmo porque, isso seria economicamente inviável). Precisamos repensar em nossos desejos e conhecer a si mesmo, para que assim possamos ser felizes (ou pelo menos minimamente felizes) em nossa curta vida terrena.

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Ho avuto una idea, forse, non sia essere novità per nessuno. L’idea è molto semplice, nonostante, ho levato riflessioni interessanti per condividere.

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