Um presente.
Cada domingo uma surpresa (agradável, ainda bem)! Desta vez tive uma incrível oportunidade de conhecer uma jovem garota – ela tem quinze anos – que me deu uma aula sobre relacionamentos.
Sempre tive uma visão racional sobre os interesses das garotas. Sei, em teoria, a busca delas em um homem. Consigo detalhar, com pormenores, os seus interesses inerentes a sua natureza humana. Devido a esse fato, dificilmente alguma garota consegue me impressionar com a sua resposta, quando pergunto sobre seus interesses nas qualidades masculinas. Por exemplo, caso uma garota dissesse que não importa para a beleza masculina, eu logo perceberia que está mentindo; não obstante, não em sua totalidade. Claro que elas se importam com a beleza, porém não tanto quanto os homens (onde isso é primazia), sendo assim uma das características secundárias. Aliás, cheguei a descrever toda a minha conclusão sobre esse assunto em meu antigo blog – que não está no ar faz um bom tempo e duvido bastante que volte tão cedo assim – e, claro, não tenho tanto ânimo para escrevê-lo novamente aqui.
Ótimo. Voltemos ao assunto que dei inicio ao post. Nesse domingo à tarde, conversei com uma das adolescentes – como citei anteriormente, logo no início – da minha (nova) igreja. Bem, não havia ninguém para conversar e por esse motivo acabei conversando com ela – a única garota na igreja naquele instante –. Honestamente, havia alguns garotos, porém estes não são maduros suficientemente em relação ao assunto que eu tinha interesse naquele momento: relacionamentos. Realizei uma pergunta simples para ela: “O que você procura em um garoto?” (ou algo semelhante a essa pergunta) e a resposta dela foi surpreendente. Disse com um singelo sorriso em seu semblante: “sinceridade.”. Isso simplesmente foi fantástico para mim. Uma resposta totalmente inesperada e causou um grande impacto em mim.
Claro, você pode pensar: “Afinal, todas as pessoas procuram sinceridade por parte da outra pessoa em um relacionamento” (principalmente por parte do homem, no início do relacionamento) Porém, o que quero destacar foi a interpretação que tive à resposta dela. Para alcançar a sinceridade é preciso mais que apenas o desejo da mesma. Necessitamos, primeiramente, que nós sejamos sinceros consigo. Em suma, se não formos sinceros conosco, em relação ao nosso próprio sentimento, como poderíamos ser sincero com o que sentimos pela outra pessoa? Acredito que isso não seja possível sem o primeiro passo: ser sincero conosco. E suponho que com o amor deva funcionar da mesma maneira. Afinal, como poderíamos amar se não amamos a nós mesmos?
Portanto o resto vira conseqüência. Você é sincero consigo, consegue ser sincero com outras pessoas; então, as outras pessoas conseguem ser sinceras com você. Você ama a si mesmo, consegue amar as outras pessoas; então, as outras pessoas conseguem amar você.
Assim, creio eu, que funciona a magia da química, ou pelo menos ajuda bastante a evitar muitas frustrações relacionais e conseguir detectar com maior facilidade quem você realmente procura, ou seja, quem estava procurando por uma pessoa igual a você (e compatível com você). (:
Eu era um defensor ferrenho da tabula rasa e acreditava inconscientemente que poderíamos nos moldar de acordo com a nossa vontade, ou seja, poderíamos ser a pessoa ideal para qualquer pessoa. Porém, isso não é verdade, somos únicos (ainda bem) e temos pessoas especiais para cada um de nós. Devido a essa grande revelação que tive – já faz um tempinho – agora (e sempre) a minha filosofia de vida é: “seja você mesmo”, em toda e qualquer condição. Talvez por causa disso que eu tenha ficado tão feliz com a resposta dela, pois se encaixou perfeitamente em minha filosofia. Sinceramente, essa formosa resposta foi um presente para mim.
Para concluir, ela me mostrou um lindo texto (em coreano).
진짜 사랑한다면 내가 조용히 있어도 그 사람이 다 알아보게 되어있습니다.
내 사랑 알아봐 주길 바라며 그 사람에게 사랑을 재촉하지 않아도 당신이 그 사람을 진심으로 사랑한다면 아마 말하지 않아도 행동으로 보여주지 않아도 그 사람이 먼저 알아줄것입니다.
사랑을 재촉하지 마세요.
É isso. (:
