Dom Casmurro.
Finalmente pude ler um dos clássicos para todos aqueles que já passaram pelo pesadelo do vestibular. Um livro que aparentemente não parece sair das listas da obrigatoriedade de leitura. Nosso querido “Dom Casmurro”, de Machado de Assis.
Dom Casmurro envolve o leitor em um clima de indecisão e insegurança, fruto da mente igualmente indecisa e insegura do narrador-personagem.
O personagem-narrador, ao procurar reconstruir sua vida, acaba impondo sua visão de mundo marcada pelo ciúme doentio que lhe corrói a alma, fazendo pairar uma eterna dúvida a respeito do adultério de Capitu. Desvendar as entrelinhas desta obra é percorrer páginas do mais puro entretenimento.
Sinceramente, as minhas anotações passaram o número mínimo para que eu pudesse compartilhar com vocês. Então só quero dizer que o personagem que mais me chamou a atenção nesse romance foi o próprio personagem-narrador – Dom Casmurro, isto é, Bentinho – pela sua visão que reparava todas as minúcias a um olhar crítico encoberta pelo ciúme doentio. Seu relato é realista daqueles que passaram por momentos angustiantes de ciúmes, que vai se relevando cada vez mais doentios no decorrer do romance.
Apesar da única suspeita mais coerente levantada por Bentinho ser da semelhança de seu filho Ezequiel com o seu melhor amigo Escobar, ainda sim acredito que Capitu tenha adulterado. ;p
De qualquer forma, um clássico! Excelente! Poderia citar muitos superlativos, como sempre fez o José Dias, para descrever o valor desse livro; porém, melhor que isso, é ler o mesmo.
(:
