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Denis Lee.
27 anos. Bacharel em Ciência da Computação.

"Nunca encontrei uma pessoa tão ignorante que não pudesse ter aprendido algo com sua ignorância."
— Galileu Galilei (1564-1642)

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Tábula rasa.

Bem maior que as famosas obras de Dostoievski são os livros escritos por Steven Pinker. Foi exatamente um livro dele que acabei de ler: “tábula rasa”. A escolha do livro foi simples; estava eu na Livraria Cultura – que fica muito próximo ao meu trabalho – e ao acaso acabei me deparando com esse livro; li o prefácio e me encantei com o tema, era simplesmente exatamente o que eu estava buscando naquele momento; aparentemente o livro iria responder todas as minhas dúvidas quanto à discussão do tema “natureza versus criação”.

Steven Pinker é um dos mais respeitados nomes da ciência cognitiva e um grande divulgador das idéias mais avançadas dessa área de pesquisa.

Nesse livro, Pinker mergulha no espinhoso debate sobre “natureza versus criação” e constrói uma síntese primorosa do pensamento científico atual a respeito da natureza humana. Para tanto, convoca um vasto exército de aliados intelectuais – de Darwin e Kant a Shakespeare, Emily Dickinson e até os personagens de cartum Calvin e Haroldo –, e parte para a briga munido das poderosas armas da ciência cognitiva, da psicologia evolucionista, da genética comportamental e da neurociência. Sua missão é desbancar três dogmas ferrenhamente defendidos por pensadores de esquerda e de direita: a idéia de que a mente do recém-nascido é uma tábula rasa a ser preenchida pelos pais e pela sociedade, a concepção de que o homem em seu estado primitivo é um bom selvagem e a crença de que uma alma imaterial dotada de livre-arbítrio é a única responsável pelas ações do indivíduo.


Agora, após ler o livro completamente, consegui responder muitas de minhas questões de maneira clara e objetiva. Estou muito satisfeito com o livro do Steven Pinker e, com absoluta certeza, entrou na lista de um dos melhores autores de livros científicos que já tomei conhecimento. Simplesmente sensacional.

Anormalmente tenho o costume de anotar e marcar (utilizando post-it) nas parte que mais me interessam nos livros, porém esse eu fiz tanta, mas tanta marcação que ficaria simplesmente inviável colocar aqui todos os meus comentários e argumentações sobre cada parte que me chamou a atenção no livro. Portanto, só farei alguns comentários gerais sobre o mesmo.

Antes de tudo, gostaria avisar que a maioria dos livros de psicologia não possui precisão matemática – o que é bem visível nos livros de Freud –, porém os estudos são realizados através de experiências bem sutis. Por esse motivo, o autor precisa dar muitos exemplos para sustentar a sua argumentação sobre determinado assunto; o que acaba deixando o livro beeem compridinho. Isso acaba cansando um pouco o leitor, conquanto, a linguagem do livro é muito fácil.

Em suma, o livro bate muito naqueles que ainda possuem a crença da existência da tábula rasa em nossa natureza humana. Acredito que esse seja um dos motivos de eu ter adorado tanto o livro, exatamente pela minha crença anterior ser baseada inteiramente na tábula rasa.

Amei o livro.

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