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Denis Lee.
27 anos. Bacharel em Ciência da Computação.

"Nunca encontrei uma pessoa tão ignorante que não pudesse ter aprendido algo com sua ignorância."
— Galileu Galilei (1564-1642)

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Padrões sociais.

Procurar padrões é uma característica inerente a todos os seres humanos. Afinal, levar uma vida sem qualquer tipo de paradigma seria um passaporte para a insanidade mental. Dessa forma, existem semelhanças, padrões e tudo em nossa percepção da realidade são organizados. Por esse motivo chamamos de cosmo (ou cosmos) o nosso Universo – que por sinal acho elegante por ser dessa maneira.

Imagine se não existisse um padrão para os bichos que damos de cara todos os dias, seria uma loucura completa. Quando vimos algum animal com patas escamosas, corpo coberto de penas, asas e um bico, normalmente exclamamos: “olha, um pato!”. Pois em nossas cabeças existe um padrão de reconhecimento para animais com essas características e na natureza (assim como no Universo. Duh!) existe um padrão para todas as coisas. Por esse motivo que muitas pessoas confundem gansos com patos. Agora, se não existisse esse padrão, gritaríamos horrorizado para cada bicho (ou planta) novo que encontrássemos pela frente, o que, de fato, não seria muito interessante de acontecer.

Legal e muito bacana essas coisinhas. Porém, acredito que eu talvez esteja cometendo um grande equivoco procurando padrões de interesses nas pessoas, habilidades inerentes, temperamentos imutáveis e padrões de características físicas associadas a tudo isso (i.e.: interesses inatos, habilidades inerentes e temperamentos imutáveis). Sinto-me como John Nash (o personagem principal do filme “Uma mente brilhante”) procurando padrões onde não existem padrões. Porém quando olho para as pessoas, quando analiso um pouco mais as suas atitudes, seu tom de voz, sua expressão facial, seus gostos, seu modo de vestir, sua atenção e a resposta perante as algumas de minhas perguntas, aparentemente consigo prever o restante de suas atitudes, gostos e respostas. Como agradar, como desagradar. Sinto-me como o Neo (do filme “Matrix”) ao descobrir que é o escolhido e começa a ver a realidade através de uma visão do código-fonte e não mais de uma realidade com sua mascara cosmética.

Por mais doentia que pareça a minha busca por padrões, aparentemente todos os meus chutes e conjeturas parecem estar certas. Quando não estão, procuro estudar mais e assim consigo descobrir outro padrão e adicionar mais uma coluna em minha lista mental de estereotipo – meu catalogo pessoal de seres humanos.

Onde quero chegar ao confessar isso? Bem, apesar de parecer descaradamente um padrão psicológico de um psicopata que tenta encarar pessoas como objetos manipuláveis e assim aparentemente eliminar qualquer sentimento de empatia, isso tudo gera um problema maior para mim: a perda do interesse pelo jogo. Fico empolgado quando encontro alguém que é totalmente novo em minha tabela mental, porém assim que se encaixa em alguma coluna de minha tabela, o gosto some e o sabor se perde. Então levanto a seguinte questão: o que faço ao decifrar tal pessoa (ou as pessoas)? Não sei.

Inclusive nas conversas que as pessoas têm eu consigo perceber quando ocorre um problema de semântica entre os interlocutores e a causa da discussão. Mas, costumo não interferir por pura preguiça.

Oh! Falando um pouco de psicopatia, muitas vezes surge uma vontade grande de realizar alguns experimentos sociais com as pessoas próximas a mim, mas sempre as guardo por pura ética social e respeito para com meus amigos e amigas. Hihihi.

Hmm, acho que preciso de um café. Alias gosto muito de sonho, melhor doce que as padarias vendem. Não concorda? Amo.

Quando descobrir algo, conto a vocês. Não fiquem preocupados. (:

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