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Denis Lee.
27 anos. Bacharel em Ciência da Computação.

"Nunca encontrei uma pessoa tão ignorante que não pudesse ter aprendido algo com sua ignorância."
— Galileu Galilei (1564-1642)

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Bom senso.

Já ouvi muitas pessoas dizerem que valorizam o bom senso das outras pessoas e afirmações do tipo: “seria melhor se ele tivesse bom senso.” ou “bom senso é sempre bom, viu?”. Porém eu sempre fui contra essas afirmações, pois não existe algo mais relativo que bom senso. Por exemplo, se você pretende julgar se tal pessoa possui bom senso ou não, precisaria necessariamente pegar algum modelo e comparar o bom senso de tal pessoa, assim fazer a “medição” do bom senso da mesma. Normalmente pegamos o nosso próprio bom senso para julgar se tal indivíduo possui ou não bom senso; porém quem afirmou que você possui o melhor bom senso? Cada pessoa tem o seu próprio bom senso, assim como cada um possui a sua única impressão digital no dedo. Simplesmente são impossíveis duas pessoas possuírem e compartilharem de um bom senso único. Então, considero um equívoco muito grande procurar o bom senso de outras pessoas.

Existe uma frase no meio cristão que discordo na totalidade: “O que Jesus faria?”. Isso também é relativo à sua percepção de Jesus. Afinal, é algo muito complexo você ter empatia por Jesus. Sem contar que isso é uma implicação direta com a sua teologia, as suas crenças e o que é Jesus para você. Pois, caso a sua visão de Jesus seja bem liberal, corre um grande risco de cometer algum pecado mesmo realizando essa famosa pergunta. Não só isso, mas veja que essa pergunta, poderá servir como incentivo racional (ou como prova pseudo-concreta) para se praticar o pecado. Portanto, considero um equívoco muito grande procurar realizar essa pergunta de si para si.

Humanos, demasiadamente humanos.

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