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Denis Lee.
27 anos. Bacharel em Ciência da Computação.

"Nunca encontrei uma pessoa tão ignorante que não pudesse ter aprendido algo com sua ignorância."
— Galileu Galilei (1564-1642)

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Italiano.

Poizé, ontem tive a minha primeira aula de italiano. Contarei um pouco da minha experiência ao ter o primeiro contato com uma língua totalmente nova para mim. Já posso adiantar que a primeira aula foi fantástica.  Bem, vamos com calma.

Antes de mais nada, gostaria de dizer que nunca gostei de aprender língua nova alguma. Descobri isso quando tentei aprender espanhol em um curso especial da minha antiga escola (i.e., Colégio Objetivo). Simplesmente foi um fiasco devido a grande quantidade de alunos na sala de aula e a bagunça que era diretamente proporcional a quantidade exorbitante de pessoas. Outro argumento é a velha desculpa clichê que todos usam: “nem português sei direito, como aprender uma nova língua?”. Bem, entre todas as desculpas e péssimas experiências a que mais agravou o fato de eu não conseguir aprender se tornar uma afirmação axiomática em minha vida foi o coreano. Sou descendente de coreano e sempre sofri pressão para aprender a tal língua. Honestamente, tentei diversos cursos e métodos, nenhum deles nem chegou perto de mim. Isso me abalou por completo em relação a novas línguas. Ok, devem ser levianas as minhas argumentações, não obstante, impediram-me de qualquer nova tentativa de aprender alguma língua nova.

Nesse átimo você deve estar se perguntando: “por que diabos o Denis resolveu fazer um curso da língua italiana agora?”. Irracional? Tenho que concordar que é irracional, pois motivos para não iniciar tenho de sobra (e demonstrei bem no parágrafo anterior). Será que fiquei louco? Não de preocupe, não fiquei; apenas descobri que já sou. HIHI. Na realidade, todos somos, não?

Para defender o meu inicio do curso pegarei o fato do marco histórico em minha vida: o inicio do meu interesse por livros. Posso afirmar categoricamente que esse fato é um divisor de águas em minha vida, ou seja, o Denis antes da leitura desenfreada e o Denis depois da leitura desenfreada. Não só no aspecto da literatura que pude mudar após esse marco, mas meu modo de pensar e raciocinar também mudou. Acredito que tudo isso tenha me despertado da letargia de meu processo cognitivo. Consigo aprender com mais facilidade, as informações simplesmente parecem ser claras e tudo (aparentemente) ficou mais fácil. Então deduzi que eu não sou mais eu de antes e poderia dar uma segunda chance para aprender uma nova língua. Vê?

Agora, por que a língua italiana? Fácil, coreano eu já possuo um certo bloqueio e o espanhol peguei trauma também, portanto a língua mais próxima do português que não requer muita esforço para o aprendizado é o italiano (depois do espanhol, que faz o intermédio entre o português e o italiano). Outro fator foi a oportunidade que a minha amiga apresentou também (,quiçá fundamental) e o ultimo motivo (,porém não menos importante) é o fato que eu desejo aprender minimamente o máximo de línguas que o meu cérebro pode suportar e assim evitar parecer um retardado ao escutar uma frase simples em outra língua. Pera lá! Não quero escrever textos complexos ou teses de doutorado, apenas desejo aprender o suficiente para se virar quando viajar ou para ler textos/livros simples. É isso.

Bem, acabei me estendendo muito só para explicar a motivação da minha decisão. Fica para próxima os detalhes sobre a minha primeira aula e as sensações que tive dentro da sala de aula. HIHI. Tenho muitos projetos em mente e todos os dias chovem idéias em meu piquenique.

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