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Denis Lee.
27 anos. Bacharel em Ciência da Computação.

"Nunca encontrei uma pessoa tão ignorante que não pudesse ter aprendido algo com sua ignorância."
— Galileu Galilei (1564-1642)

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Febre delirante.

Estou em estado deprimente. Realizo minhas obrigações sem gosto algum. Tudo parece previsível e o inexplicável perdeu o seu sabor e gosto. Nada parece novo, parece até que consigo prever o que às pessoas dirão após eu realizar algumas afirmações. Isso não parece nada agradável, nem um pouco interessante.

Apesar de afirmar diversas vezes que pessoas são imprevisíveis e isso tornarem elas fantásticas, não obstante, elas possuem um padrão comportamental previsível apesar de ser irracionalmente inexplicável. Todavia, algo não precisa ser totalmente explicável para se tornar sem graça, apenas o fato da possibilidade da previsibilidade (e minha presunção) já as torna chatas e sem graça.

Sabe o que é o pior de tudo isso? Eu acabo me tornando chato também, tão irritante que as pessoas não me suportam estar perto de mim e nem eu a mim mesmo. Porém, acredito que seja algo temporário e nada muito preocupante; afinal temos muitas fases em nossas vidas e essa é a fase que estou passando agora.

O que me deixa chateado é a minha incapacidade de conseguir conhecer as pessoas que eu não imagino o que se passam na cabeça delas. Por mais incrível que isso possa ser, existem algumas pessoas que conseguem me surpreender e não consigo utilizar de nenhuma maneira a empatia para com elas. Detalhe que o meu nível de exigência quanto a pessoas esta no máximo nessa minha fase que estou vivendo atualmente.

Deprimente, presunçoso, orgulhoso e chato. Essas palavras devem descrever bem o que estou passando nesse instante. Sinto-me como um zumbi que realiza as tarefas sem sentimento algum, de modo maquinal. O tempo de lazer que me resta, simplesmente aceito todos os convites de saída e encaro também de forma maquinal e metódica.

Febre delirante e inexplicavelmente saborosa. (:

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