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Denis Lee.
27 anos. Bacharel em Ciência da Computação.

"Nunca encontrei uma pessoa tão ignorante que não pudesse ter aprendido algo com sua ignorância."
— Galileu Galilei (1564-1642)

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A Verdade Nua e Crua.

Produtora (Heigl) de um programa de TV sobre casos amorosos está insatisfeita e totalmente confusa com as idéias chauvinistas de seu correspondente (Butler), que quer a todo custo provar suas teorias sobre relacionamentos e ainda encontrar um amor para ela. As táticas dele, no entanto, os colocam diante de um resultado completamente inesperado.


Na primeira vez que eu havia visto o trailer desse filme no cinema (antes de algum filme que não recordo que estava assistindo), falei de mim para mim: “Preciso ver esse filme! Sério!” e guardei o nome. Felizmente, tenho tido muitas oportunidades de ver filmes no cinema com meus amigos. Em uma dessas oportunidades eles estavam indecisos quanto ao filme que iriam assistir. Eu (obviamente que) pude reparar na oportunidade de assistir ao “A Verdade Nua e Crua” que tanto estimava ver. Fiz a propaganda, eles leram à sinopse e deram risadas; afirmando que aquele era o filme definitivamente para mim. (Maioria dos meus amigos mais próximos conhecem as minhas teorias sobre relacionamentos.) Eu que não havia lido a sinopse e só pude entender depois de ter lido as seguintes palavras “suas teorias sobre relacionamento”. HIHI. Todavia, (por um motivo que não me recordo mais) aquele dia acabamos por não ver aquele filme. De qualquer forma, essa semana eu pude ver!

Maioria das pessoas que conheço sempre critica intolerantemente qualquer tipo de comédia romântica. Porém, para mim sempre é uma aventura agradável e uma grande oportunidade de aprender algo sobre relacionamentos, por mais lúdica que seja a história de amor entre os personagens. Em “A Verdade Nua e Crua” foi uma das comédias românticas que pude lograr ao máximo da alegria que o mesmo poderia proporcionar; simplesmente demais. Não só é engraçado como me fez refletir e reconsiderar alguns dos meus pontos de vistas também.

[Doravante estragarei seu prazer, caso você não tenha assistido ao filme.]

O que pude refletir foi o seguinte. Muito tempo atrás eu tentava entender a cabeça das mulheres, tentava decifrar o que elas procuravam em um homem. Tentava solucionar essa dúvida utilizando a empatia. Bem, na verdade, eu achava que conseguia ter empatia com elas; pois, na realidade, não me imaginava no lugar delas, apenas na situação delas. Em suma, colocava-me na situação delas, porém não tentava pensar como elas também. Isso gerou um erro muito grande, fazendo com que eu gerasse uma lista de qualidades masculinas errada, não obstante, que eu julgava correta no ponto de vista feminino (quando, na verdade, eu estava usando o ponto de vista masculino – o meu, no caso). Acontece que nessa lista continham qualidades que eu procurava em um homem (como amigo, obviamente).

No filme Richter – a personagem principal – comete o mesmo erro que eu cometi; tentava ter uma empatia incompleta, fazia uma lista de qualidades que ela procurava em outra mulher, quando na verdade para um marido ideal para ela (quiçá, para todas as mulheres) não eram essas as qualidades mais importantes. Tanto é verdade que Chadway – apresentador do programa “The Ugly Truth” – pergunta se ela não é lésbica.

Em outra cena Richter comete um erro básico quando uma mulher gosta loucamente de um homem; ela estava fácil demais (ou dava bandeira demais). Isso fica claro quando ela tenta ligar para o médico na frente de Chadway. Obviamente que homens (e as mulheres) não gostam de futuros parceiros fáceis, dar dicas dessa forma, faz com que a outra pessoa tenha desinteresse e desvalorize aquela que o busca. Dessa forma, Chadway –que tenta provar suas teorias – instrui ela de maneira correta de como se comportar; sem contar que ele consegue deduzir o comportamento masculino com facilidade (o que, de fato, é facilmente previsível).

No final Chadway acaba se apaixonando pela sua “aluna” Richter e dá para entender que não existe teoria e que todas as que Chadway afirmava serem verdadeiras eram falsas. Na realidade, não vejo dessa forma. Acontece que quando um homem está apaixonado por alguém não consegue fugir de certas atitudes previsíveis e por racional que seja (e por maior conhecimento que possua), agirá de maneira tão boba quanto qualquer outro apaixonado por aí. Chadway finalmente entra nessa paixão e sua percepção quanto as suas teorias fica deturpada, não conseguindo responder a última pergunta de Abby: “Por que você me ama?”.

Resumindo, um ótimo filme e Katherine Heigl está linda. Vale a pena ver, com certeza.

Aliás, essa última pergunta me fez lembrar uma citação famosa:

“Não ame pela beleza, pois um dia ela acaba. Não ame por admiração, pois um dia você se decepciona. Ame apenas, pois o tempo nunca pode acabar com um amor sem explicação.”

— Madre Tereza de Calcutá (1910-1997)

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